28 de maio de 2015

ARTIGO/RECEITA: PÃO, ALIMENTO ANTIGO COMO A HUMANIDADE

É manhã de segunda-feira em uma cidade do interior do Estado de São Paulo e o Sr. Carlos, um típico pai de família, pula da cama cedo para ir até a padaria do bairro comprar o pão ainda quentinho como gosta desde criança, para ele é maravilhoso saborear a manteiga derretendo naquele pãozinho francês crocante acompanhado de um cafezinho fresco antes do dia de trabalho .

IMAGEM 01: Arqueologia: Pão antigo/Carcaça de Cereais
Será que o Sr. Carlos conhece toda a história por trás daquele pão que está comendo no seu café da manhã? Bem, acreditamos que nem o melhor dos historiadores conseguiria tal feito, afinal, o pão é um alimento tão antigo quanto a própria humanidade. Estudos recentes apontam que o seres humanos há 23 mil anos, no período paleolítico superior, processavam e consumiam cereais selvagens e já no período neolítico (9.500 anos a.C), usavam mecanismo de pedras simples para moagem e remoção da casca desses grãos. Com o passar do tempo aprenderam a misturar água e criar uma variedade de mingaus ralos a mingaus rígidos que colocavam no sol para secar e formar uma espécie de pão encrostado, veja na IMAGEM 01, um achado arqueológico onde ainda podemos ver os grãos integrais intactos.

Outros estudos apontam que o pão surgiu na Mesopotâmia (atual Iraque), junto com o cultivo do trigo há 12 mil anos, sendo preparado da mistura de farinha com o fruto do carvalho, uma espécie de noz. O resultado era um pão duro, achatado, seco e amargo que necessitava ser lavado em água fervente por várias vezes, obtendo broas que eram expostas ao Sol para secar e depois assadas sobre pedras quentes ou debaixo de brasas. Os egípcios por volta de 7000 a.C, foram os primeiros a assarem o pão em um forno e mais tarde os primeiros a trabalharem com a fermentação. O pão egípcio era feito de trigo, cevada ou aveia ou misturas desses e era base da alimentação daquele povo, servindo também como moeda de pagamento.


IMAGEM 02: Os antigos egípcios eram grandes produtores de trigo e cevada
Como acontece a fermentação do pão?
O ar está naturalmente cheio de microrganismos, dentre estes, estão os esporos da levedura, um fungo unicelular de rápida reprodução. A massa de pão quando em ambiente adequado, um dia quente por exemplo, é um meio perfeito para alimentação e reprodução desse fungo, por ser úmida e rica em açúcar (carboidratos da farinha de trigo por exemplo). A levedura realiza a glicólise (quebra) das cadeias de açúcar, obtendo como resultado o gás carbônico, álcool etílico e substâncias aromáticas (aquele cheiro característico da massa). As bolhas de gás carbônico produzidas pelas leveduras, ficam presas dentro da massa por causa do glúten, fazendo ela inflar ou crescer como uma bexiga.

De acordo com a cultura de cada povo, o pão pode ter várias receitas, assim várias formas e sabores. Os judeus, por exemplo, produzem o pão ázimo (asmo, matzá, matzah), que é um a preparação simples e sem fermentação. Os franceses produzem a baguete francesa, que tem como característica ser um pão de formato longo e os italianos o rústico pão italiano, que tem como característica a casca rígida e o sabor levemente azedo. O fato é que assim como na vida do Sr. Carlos, o pão não pode faltar à mesa da humanidade, seja no café da manhã, no lanche da tarde e até no jantar. Ele é um alimento provedor de energia estando na base da pirâmide alimentar junto com os demais alimentos fontes de carboidratos.

Agora que você conhece um pouco mais sobre a história do pão, que tal preparar seu próprio pão super saudável e rústico em casa com a receita exclusiva do nosso blog? Antes de iniciar a sua jornada, recomendamos a leitura do nosso artigo "Siga a Receita!", que dá dicas de como obter sucesso na sua preparação.

Vamos lá?

PÃO DOCE INTEGRAL COM PASSAS, LINHAÇA E CASTANHA DE CAJÚ:

Ingredientes:

Biga/fermento:
Biga/fermento pronto

05 gramas de fermento biológico seco instantâneo
01 colher de sopa de farinha de trigo branca;
1/2 colher sopa de açúcar mascavo;
1 e 1/2 colher de sopa de água morna.

Nota: Não mate seu fermento. Água morna é aquela que é suportada quando nela imergimos a ponta do dedo previamente higienizado. A biga pode não ficar idêntica a da foto ao lado, mas o importante é que ela demonstre crescimento e bolhas, mesmo que em menor quantidade.

Massa:

250 gramas de farinha de trigo branca;
250 gramas de farinha de trigo integral;
1/2 xícara de açúcar mascavo;
02 ovos inteiros;
1/2 xícara de leite integral (usado na receita) ou desnatado em temperatura ambiente;
1/2 xícara de água filtrada em temperatura ambiente;
01 colher de sopa de óleo vegetal (soja, girassol, milho);
01 e 1/2 de manteiga ou margarina;
1/2 colher de chá de sal;
1/2 colher de chá de essência de baunilha;
Biga/fermento pronta.

Complementos da massa opcionais e substituíveis:

Uvas passas a gosto;
Castanha de caju sem sal e triturada em pedaços a gosto (não é farinha);
Linhaça a gosto;

Nota: Não exagere nas quantidades.

Calda para pincelar sugerida:

1 e 1/2 colher de sopa de leite (temperatura ambiente);
1 colher de sopa de açúcar mascavo;
1/2 colher de canela em pó;

Aveia em flocos para polvilhar.

Modo de preparo:

Preparando a biga/fermento:

Misture bem todos os ingredientes em um recipiente pequeno, até obter uma espécie de mingau;

Tampe com papel filme e deixe descansar em local seco, longe dos raios do sol, por 15 a 20 minutos até que dobre tamanho ficando parecida com uma esponja;

Preparando a massa:

Em uma tigela, junte a farinha de trigo branca, a integral e o açúcar mascavo e misture até obter uma mistura homogênea de cor marrom clara, faça um buraco no meio e com a ajuda de uma colher, junte a biga/fermento, os 02 ovos, o óleo vegetal, a margarina/manteiga, a essência de baunilha e comece a misturar com as mãos adicionando o leite, a água e o sal alternadamente até obter uma massa meio grudenta, ;

Jogue um pouco de farinha branca em uma bancada ou mesa higienizada, vire a tigela de cabeça para baixo, dê uns tapas e deixe a massa cair, feito isso, sove por 15 minutos até obter uma massa lisa e grudenta nas mãos;

NOTA: A massa é realmente grudenta, e assim deve ser, jogue pouca farinha branca na bancada para ajudar na sova, no final a massa deve continuar grudenta e ainda deve restar um pouco de massa nas suas mãos, este é o ponto.

Com óleo vegetal, unte levemente a tigela anteriormente usada, faça uma bola com a massa e com ajuda de uma espátula ou pão duro a retire da bancada, colocando-a na tigela. Tampe com um pano limpo e deixe descansar em local seco e longe de correntes de ar e luz do Sol por uma hora, até que dobre de tamanho;

Após uma hora, pegue a massa já crescida e dê "soquinhos" até que ela abaixe, jogue farinha integral na bancada e sove por mais cinco minutos, você perceberá que a massa continua grudenta, mas não tanto como antes;

Nestes cinco minutos, vá juntado as passas, a linhaça a castanha de caju triturada e sove bem para que se espalhem por toda a massa;

Volte a massa para a tigela;

Rapidamente, unte uma forma de "pão de forma" média (recomendada) com manteiga/margarina e farinha integral;

Esfarinhe a bancada com um pouco de farinha integral novamente, jogue a massa e usando um rolo de macarrão abra-a, orientando-se no tamanho da forma, cuidado com as passas para não fugirem (rs.), você pode acrescenta-las melhor aqui, enquanto enrola a massa;

Pegue a massa aberta, e comece enrolar, achate e estique, de forma que caiba na forma;

Nota: Você pode fazer em outros formatos, como baguete e pão italiano.

Deixe descansar por mais trinta a quarenta minutos, aos vinte minutos ligue o forno a 200 graus e deixe aquecer, (não deixe a massa próxima ao forno, tipo em cima do fogão);

Se tudo estiver correto a massa vai ter crescido novamente nesse estágio, agora faça a calda misturando bem os ingredientes e com a ajuda de um pincel de cozinha ou as mãos higienizadas, passe-a levemente sobre a massa de forma generosa, polvilhe a aveia em flocos e leve ao forno por 30 a 40 minutos;

Vigie o forno e observe a massa e seu crescimento, o pão estará pronto quando com a ajuda de uma colher ou a mão (cuidado!) ao bater na casca, esta soe oca e rígida;

Retire do forno o seu pão rústico, deixe esfriar e sirva fatiado. Bom apetite!





10 de janeiro de 2015

CURIOSIDADE: A CULINÁRIA DO EGITO ANTIGO

Localizado no norte do continente africano, o Egito é um país famoso por possuir as milenares e famosas Pirâmides de Gizé e o segundo rio mais extenso do mundo, o Nilo. A sociedade Egípcia é também uma das mais antigas que sem tem notícia, sendo já na antiguidade muito organizada de forma hierárquica, o que na época não era  justo mais funcionava.

A alimentação do antigo povo egípcio consistia basicamente em pão, cerveja, legumes, frutas e carnes de animais domésticos, caça e pescado, estes dois últimos eram mais raros e caros. Assim como hoje, a alimentação era dividida por classes sociais, ou seja, a elite e o governo tinham melhor acesso a alimentos como a carne, e os camponeses e trabalhadores sobreviviam apenas com a alimentação básica de pão e cerveja.

Casal nobre comendo algo parecido com baklava, uma espécie de pastel doce
recheado de nozes trituradas ainda consumido na região.
O pão egípcio era feito a partir de um tipo de trigo chamado Emmer, estudos relatam que também utilizavam cevada para o seu preparo. A cerveja, que não era nada parecida com a de hoje, era semelhante a um mingau fermentado, feita do próprio pão de cevada lavado, escoado e deixado para fermentar, era fonte de proteínas, minerais e vitaminas e se chamava "henequet". O curioso é que tanto o pão como a cerveja eram cheios de pequenos grãos de pedras, devido ao processo de moagem das sementes de trigo e cevada entre duas pedras para obtenção da farinha, fato evidenciado por achados arqueológicos onde os dentes encontrados nas ossadas são extremamente danificados, principalmente daqueles encontrados em tumbas direcionadas aos pobres, que consumiam menos carne que os ricos e faraós.

A agricultura do povo egípcio era favorecida pelo fabuloso Rio Nilo e os vegetais como cebolinha verde, alho, pepinos, fava, lentilha, tubérculo de papiro e outros, entravam como complemento do pão e da cerveja, algumas frutas presentes eram as tâmaras, figo, pomo, romã e amêndoas.

As carnes eram oriundas de animais como gansos, carneiros, porcos e peixes; muitas vezes eram meio de pagamento e comida especial de grandes festas e cerimônias fúnebres. Há relatos do consumo de vinho, azeite, mel e especiarias como salsa, tomilho, cominho branco e preto, erva-doce, manjerona e hortelã que são NATIVAS da região.

No papiro de Ebers datado de 3400a.C, existe uma prescrição dietética que até então é a mais antiga conhecida, que diz o seguinte: por isso foram instalados postos com suas funções atribuídas para fornecer nutrição e todos os alimentos... Tudo tem que ser obtido dos mesmos, alimento, nutrição ou gêneros para os deuses e tudo que for bom para satisfazer suas necessidades alimentares”.

Os antigos egípcios realizavam três refeições diárias: a primeira refeição do dia era composta por frutos, a do meio que geralmente era realizada fora do lar, muitas vezes no trabalho, continha carnes, pão, vinho, cerveja e frutas, e a terceira e principal ocorria no final da tarde e tinha carne de ganso assada. Obviamente nem todos tinham acesso a essa variedade.

Quer saber mais sobre a culinária do Egito Antigo? Acesse as fontes que usamos para escrever este pequeno artigo:

9 de janeiro de 2015

MUFFINS DE QUINOA, VEGETAIS E OVOS

Já falamos muito sobre a quinoa por aqui, esse pequeno pseudocereal que é riquíssimo em proteínas de alto valor biológico, cálcio, ferro e ácidos graxos ômega 3 e 6 e que faz muito bem para à saúde quando seu consumo é aliado a prática da alimentação saudável.

Hoje vamos aprender a fazer esses muffins de quinoa, vegetais e ovos, uma excelente pedida para o lanche da tarde ou guarnição no almoço/jantar. Na receita original tínhamos queijo feta, mas, substituímos por queijo minas, por este ter um preço mais em conta e também por ser mais fácil de se encontrar. Como ainda não testamos por aqui, quem fizer repasse por gentileza um feedback(Clique aqui e acesse a receita original/fonte).

É válido ressaltar que esta receita não leva farinhas que contém glúten, sendo então recomendadíssima para portadores da doença celíaca. Você pode e deve usar a sua imaginação, acrescentando ou mudando ingredientes, como sementes de linhaça, abóbora, chia, talos de couve, salsa e infinitas opções!

VAMOS PARA O NOSSO LABORATÓRIO/COZINHA?

INGREDIENTES:

01 xícara de quinoa cozida;
01 xícara de legumes/verduras em cubos (abobrinha, brócolis, couve-em-flor, cenoura, tomate);
1/2 xícara de queijo minas em cubos;
02 ovos inteiros;
04 claras;
Sal e pimenta a gosto (qual o seu gosto por sal?)


MODO DE PREPARO:

1. Aqueça o forno a 350 graus;
2. Bata os ovos e as claras em seguida, misture todos os ingredientes em uma tigela e misture.
3. Unte uma forma para muffins com manteiga ou oléo e adicione a massa.
4. Asse por 30 minutos até ficar cozido ou dourado.

BOM APETITE!


4 de dezembro de 2014

CONHECENDO OS MACRONUTRIENTES!

Você está passando por um processo de educação alimentar e nutricional? Sim? Parabéns! Essa com certeza foi uma das melhores escolhas da sua vida! Não? Se você ainda não iniciou, nunca é tarde para começar. As verdadeiras transformações só ocorrem quando aprendemos a como mudar uma situação e o interessante é que aquilo que é aprendido com vontade e prazer jamais é esquecido ! Não importa como você chegou ao nosso Blog, o certo é que você está buscando por informações e isso por si só já é um grande passo!

Exatamente por isso elaboramos esse pequeno texto, que você também encontra em uma série de três postagens na nossa fanpage do Facebook®. Vamos falar um pouco sobre os três macronutrientes fundamentais para a nossa saúde, vida e existência: proteínas, carboidratos e gorduras.

Boa leitura!

PROTEÍNAS (PTN):

São macronutrientes que possuem funções estruturais no nosso organismo. As proteínas estão presentes no nosso sangue, na saliva, nos tecidos (ex. músculos), cabelos, hormônios e órgãos! Elas são formadas pela união peptídica dos aminoácidos, moléculas orgânicas que possuem um grupo amino e um grupo carboxila. Dentre os vinte principais aminoácidos, nosso organismo não produz nove, os denominados aminoácidos essenciais; assim é importante que eles sejam obtidos através da alimentação.
As principais fontes alimentares de proteínas são os alimentos de origem animal (carnes, ovos, leite e derivados) e as leguminosas (feijões, ervilha, fava, soja). É importante sabermos que as proteínas de alto valor biológico, aquelas que possuem mais aminoácidos essenciais são encontradas com maior facilidade nos alimentos de origem animal. Uma grama de proteína nos oferece 4kcal.

CARBOIDRATOS (CHO):

São macronutrientes que possuem funções energéticas no nosso organismo, dentre eles está a glicose, um monossacarídeo que o nosso corpo metaboliza para produzir energia; também estão presentes nas estruturas das células e ácidos nucléicos. Os hidratos de carbono, também como são conhecidos, são classificados de acordo com o tamanho da sua molécula, o amido por exemplo, é um polissacarídeo formado pela união de diversos monossacarídeos como a glicose; já açúcar de mesa, a sacarose, é um dissacarídeo formado pela união dos monossacarídeos glicose e frutose.
As principais fontes alimentares de carboidratos são os cereais (ex.  arroz, trigo e milho); as massas (ex. macarrão, pão, biscoitos) tubérculos (ex. batata), raízes (ex. mandioca, batata doce, cará) e rizomas (ex. inhame). As frutas também são ricas em carboidratos, como a frutose e também fibras que curiosamente são carboidratos que o nosso sistema digestório não digere. Elas são importantes para regulação da intestino, prevenção de doenças como o câncer e controle na absorção da glicose. Uma grama de carboidrato digerível nos oferece 4kcal.

LIPÍDEOS (LIP):

Ou gorduras, são macronutrientes que possuem função estrutural e energética no nosso organismo, elas estão presentes nos adipócitos, células do tecido adiposo e nas membranas celulares. As gorduras são usadas pelo nosso organismo como reserva de energia. Na natureza existem vários tipos de gorduras, inclusive não comestíveis. As de maior importância para o nosso organismo são as do tipo saturada e insaturada, ambas naturais. Há alguns anos foi criada a gordura trans, um tipo de lipídeo artificial que não é reconhecido pelo nosso organismo e que deve ser evitado por causar malefícios à saúde.
As principais fontes alimentares de gorduras saturadas são os alimentos de origem animal (ex. banha de porco, de boi, carneiro, manteiga), curiosamente a gordura de coco é saturada apesar de ser de origem vegetal; já as insaturadas são divididas em dois tipos: monoinsaturadas (ex. óleo de palma e azeite de oliva) e as polinsaturadas (ômega 3, encontrada no salmão, sardinhas, linhaça e ômega 6 encontrada nos óleos de girassol, soja e sementes oleoginosas como as castanha-do-pará e castanha de cajú). As gorduras trans são encontradas em vários alimentos industrializados, como biscoitos, lanches, steaks. Qualquer tipo de gordura nos oferece 9kcal por grama.

3 de dezembro de 2014

ESTÉTICA X SAÚDE: O QUE VOCÊ ESTÁ PRIORIZANDO?

É comum nos dias hoje encontrarmos cada vez mais pessoas insatisfeitas com o seu peso ou corpo atual, pessoas sempre buscando pela mudança de forma das várias maneiras disponíveis na sociedade, até mesmo as mais agressivas e inusitadas. Ter o sonhado corpo perfeito (leia o quadro) que é incansavelmente exibido na mídia é o objetivo de muitos; as academias estão cada vez mais lotadas, a venda de suplementos alimentares, ao que parece, tem crescido assustadoramente e as agendas dos cirurgiões plásticos estão sempre lotadas; saúde? Não podemos afirmar que a maioria busca ou sequer pensa nisso, pois a beleza está no topo dos objetivos.

Sentir-se bonito (a) e jovem é importante porque melhora a nossa auto-estima, nos faz sentir bem conosco e com a sociedade, neste contexto, a estética no meio das ciências é conhecida como a filosofia do estudo ou arte do que é belo nas manifestações naturais e artísticas, assim, a beleza física, aquela que agrada os olhos segundo os padrões sociais que vivemos hoje é constante alvo da estética, que através de inúmeras técnicas visa a transformação física do ser humano.

Estar em completo bem estar físico, mental e social seria a principio a definição básica de saúde, como estabeleceu a Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1948. Atualmente sabemos que conceito de saúde vai bem mais além do plano físico e orgânico chegando às barreiras da sociedade. Ser saudável além da ausência de qualquer doença/pertubação das ordens físicas e mentais e ter uma vida social plena é também ter consciência daquilo que melhora a própria vida e a da comunidade que fazemos parte.

Mudanças: Quando são necessárias?
Quando falamos em transformar o ser humano estamos implicando diretamente em sua saúde; porque estamos trabalhando nos planos físico, mental e social, portanto, é importante que aqueles que buscam mudanças tenham consciência da sua melhora como um ser humano e do reflexo positivo que isso trará no meio onde vive, afinal, pessoas vão querer fazer o mesmo ainda que não saibam os meios, pegando muitas vezes atalhos que terminam em situações trágicas, leia as reportagens abaixo:

*Anoréxica, modelo morre aos 21 com 40 kg
Os métodos mais invasivos, tais como as cirurgias plásticas são, ou pelo ou menos deveriam ser destinados em último caso e exclusivamente quando houvesse a necessidade de salvar a vida ou realizar uma correção estética que melhoria a auto-estima das pessoas. O que notamos hoje é que tais procedimentos foram banalizados e as pessoas os procuram como se tivessem planejando e pagando por uma viagem de férias.
Se existe saúde, não importa a sua forma corporal!
Ser feliz é o que importa! Sorria para a vida!

Na mesma linha, o uso indiscriminado de suplementos alimentares também trazem graves problemas à saúde, os frequentadores de academias não buscam por atendimento e orientação profissional e jogam em seu organismo cargas nutricionais totalmente desequilibradas.

Antes de pensarmos em mudar algo no nosso corpo devemos analisar as possibilidades. O interessante é que busquemos incansavelmente pelos métodos naturais, aqueles que não são agressivos e não colocam nossas vidas em risco. É preciso ter calma e paciência, os melhores e verdadeiros resultados demoram, isso é normal. Colocar a saúde em segundo plano não é uma boa escolha porque é através desta que conseguimos alcançar todos os objetivos que almejamos, inclusive os fins estéticos.

29 de novembro de 2014

URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: OS NUTRICIONISTAS ESTÃO PRONTOS PARA PRESTAREM SOCORRO?

A dinâmica da sociedade moderna e as nossas criações nem sempre têm resultados positivos no nosso cotidiano, por vezes algo não sai como o esperado, foge à normalidade planejada e vide regra causa danos, alguns irreversíveis como a morte; a isso chamamos de acidente. Seja no trabalho, na rua, em casa, nenhum de nós estamos livres de sofrermos um sinistro e termos os nossos planos de vida totalmente alterados.

Geralmente quando alguém sofre algum acidente a sua vida fica nas mãos de profissionais e também de leigos, que necessitam prestar o primeiro atendimento com qualidade para que este bem maior seja garantido; os profissionais em geral, são os da saúde (médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem) e socorristas profissionais, tais como os bombeiros.

Segundo a Lei 8234/91, o Nutricionista é um profissional da saúde que atua através da Ciência da Nutrição, trabalhando com a interação homem-alimento, promovendo a qualidade de vida. Como todo profissional da área de saúde, a sua formação consiste no conhecimento da anatomia, fisiologia e das várias patologias que perturbam a homeostase do nosso organismo. Com o título, os profissionais estão aptos a usarem uniforme branco e gozarem das prerrogativas da profissão, mas se depararem com uma situação de urgência e emergência que necessita de atuação eficaz naquele momento, antes do socorro especializado, muitos não saberão o que fazer.

Atualmente as grades curriculares dos Cursos de Nutrição no Brasil (não identificamos nenhuma), não contam com a disciplina de atendimento em urgência e emergência, pasmem, os profissionais da saúde, os nutricionistas, não estão prontos a socorrer nem o seu funcionário que sofreu um acidente na Unidade de Alimentação e Nutrição, ainda que seja conter uma hemorragia até a chegada do socorro ou ensinar uma mãe a como desengasgar o seu filho que estava amamentando; o que assustadoramente contradiz o Código de Ética da profissão que no Capitulo IV, que trata da Responsabilidade Profissional, em seu Art. 6, inciso IV, diz: "prestar assistência, inclusive em setores de urgência e emergência, quando for da sua obrigação faze-lo." Aqui entendemos que é obrigação de todo cidadão, profissional ou não prestar socorro a quem precisa, mas essa responsabilidade recai com maior rigor a TODOS os profissionais da saúde. Aqueles que se consideram como tais não podem se eximir de prestar socorro a quem necessita.

Você sabe ensinar uma mãe 
a salvar um filho 
por engasgue com alimento?
É necessário que Lei que regulamenta a profissão e consequentemente as grades curriculares dos cursos de formação sejam imediatamente revistos para que os profissionais possam salvar vidas e ao invés de passarem vergonha ou serem considerados como inúteis em determinadas situações. Este é um tema controverso, porque existem inúmeros nutricionistas que escolheram a profissão por esta não lidar com "sangue", uma visão que acreditamos ser deturbada para alguém que é profissional da saúde e estuda o corpo humano.

Nutricionista: Você está pronto para prestar socorro a alguém ou auxiliar no setor de urgência e emergência no caso de uma grande calamidade pública? 

Por fim, pessoas em estado de vida ou morte não se alimentam, precisam ser salvas para continuarem se alimentando. Enquanto não ocorre alguma mudança é importante que os profissionais busquem por cursos complementares na disciplina.

VIDA: Bem maior!



30 de outubro de 2014

O MUNDO VAZIO E PERIGOSO DOS FAST-FOODS

A nossa história começa no centro da cidade de Belo Horizonte/MG, era por volta de 12h e Ana, uma estagiária, estava no "horário de almoço"  resolvendo todos os seus problemas e necessidades pessoais, pagava um boleto ali, uma fatura aqui e lembrou até de passar na loja de perfumes porque o seu preferido havia acabado; porém, faltando 25 minutos para o final do intervalo do trabalho recordou que não havia comido nada desde o café da manhã em casa. Concluindo que não daria tempo de almoçar, olhou para um lado e para o outro e visualizou uma daquelas lanchonetes de uma grande rede mundial de lanches rápidos, entrou, sentou-se e pediu um sanduíche acompanhado de fritas e refrigerante; em 10 minutos nossa personagem já havia se alimentado e já estava a caminho do trabalho saciada e feliz. Ela repetiu essa cena pelo ou menos quatro vezes naquele mês. 
O que a Ana viveu acontece com muitas pessoas nos vários centros urbanos do mundo todos os dias : a correria e a vida conturbada faz a alimentação ficar sempre em terceiro, quarto e último plano. 
Será que a Ana fez uma boa troca?
Os alimentos de fácil preparo e ingestão, mais conhecidos como fast-foods (comida rápida), são os nossos conhecidos hambúrgueres, fritas, milk shakes, refrigerantes, sorvetes, steaks, doces, pastéis, coxinhas e tantos outros que encontramos nas várias lanchonetes espalhadas por aí. Eles são mais baratos e considerados mais gostosos que um prato de comida convencional e causam uma grande sensação de saciedade, mas...seriam eles uma boa opção para substituirmos uma refeição tão importante como o almoço? Na verdade não. Vamos entender porquê.

Ao analisarmos a composição desses alimentos, vamos perceber que a grande maioria são riquíssimos em carboidratos como o amido e a sacarose (açúcar comum), gorduras (trans e saturadas) e sódio (sal), em detrimento de outros nutrientes como vitaminas, minerais e fibras; resultado: alimentos hipercalóricos ricos em sal. Quando determinado alimento é considerado hipercalórico e não promove uma boa oferta de outros nutrientes essenciais, este é um alimento com calorias vazias.

Mas afinal qual seria o problema? O importante é não ficar sem comer, certo?
Equilíbrio alimentar é fundamental para a qualidade de vida!
A alimentação vai bem mais além da saciedade porque é uma ato fisiológico necessário para a vida, é através dela que adquirimos energia e nutrientes importantes para nos mantermos vivos e saudáveis. Quando optamos por alimentos que nos oferecem uma carga energética desequilibrada e nutrientes insuficientes, estamos maltratando o nosso organismo e logicamente teremos resultados negativos, os mais conhecidos deles são a obesidade, diabetes e as dislipidemias, mas temos outras doenças causadas por carências nutricionais oriundas da má alimentação, como por exemplo  anemia por deficiência de ferro (anemia ferropriva) e os vários tipos de câncer (pois é!).

Meses depois a Ana deparou-se novamente com a necessidade de se alimentar rápido e de forma barata, entrando em uma lanchonete da primeira esquina atraída pelo cheiro da gordura. Ela comeu dois pastéis, um de queijo e outro de carne e tomou um copo grande de suco de maracujá. Horas mais tarde, já no trabalho, nossa personagem começou a sentir-se mal: apresentava vômito, diarréia e febre; foi levada pelos colegas ao pronto atendimento de um hospital ali próximo, onde recebeu o notícia que tinha sofrido de uma intoxicação alimentar.

Ana não fez boas escolhas alimentares...
Outro perigo de abrirmos mão de uma alimentação saudável e segura é o risco de infecções, intoxicações e toxinfecções alimentares. A primeira é quando ingerimos alimentos contaminados com microrganismos patogênicos (bactérias, fungos e vírus), a segunda quando ingerimos alimentos que já possuem toxinas produzidas pelos microrganismos ou outras substâncias químicas provenientes do ambiente, como metais pesados; a terceira é a ingestão de alimentos com os microrganismos que liberam suas toxinas dentro do nosso organismo. Diante deste fato precisamos saber que nem todos os locais que comercializam alimentos prezam pela higiene e segurança daquilo que estão produzindo, principalmente de comida rápida.

Após a conversa com o médico a Ana resolveu prestar mais atenção na sua alimentação, foi quando resolveu procurar pelo trabalho de educação alimentar e nutricional com uma profissional nutricionista indicada por um amigo; finalmente ela começou aprender sobre a importância da alimentação saudável, equilibrada e segura.

Com a lição da Ana compreendemos que precisamos ser mais atenciosos com a nossa alimentação porque ela representa aquilo que seremos no futuro. Por mais que o dia a dia seja corrido, devemos priorizar os bons hábitos alimentares, evitando os fast-foods e demais alimentos industrializados, escolhendo opções saudáveis e acreditem: sem gastar muito! Basta priorizar (repetimos) e procurar por melhores opções. Existem acontecimentos na vida que não há a menor necessidade de passarmos por eles, assim, escolhas corretas representam tudo!

O mundo da alimentação saudável é colorido e vivo, por sua vez o dos fast-foods não possui muitas cores restringindo-se aos tons de vermelho e amarelo (reparem). 

Escolha bem, viva bem! Viva saudável!

Complemente seu aprendizado lendo nosso texto sobre como criar um prato saudável na hora do almoço! Clique no link abaixo:
NA HORA DE ALMOÇAR: COMO CRIAR UM PRATO SAUDÁVEL?